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Como escolher um vinho doce sem errar

Como escolher um vinho doce sem errar

Você ama vinhos doces, mas tem medo de acabar com algo enjoativo? Calma, você está em boas mãos. Como sommelier, já ouvi incontáveis vezes a frase: “Quero um vinho doce, mas que não seja muito doce”. E posso te garantir: o segredo está em saber qual tipo de doçura você está buscando — e para qual momento. 

Hoje, quero te guiar por esse universo encantador dos vinhos doces. No final, te indico cinco rótulos que você encontra com facilidade no Brasil — vinhos com alma, equilíbrio e muita personalidade. 

Primeiro, precisamos desfazer um mito: vinho doce não é só aquele que parece suco. Tecnicamente, é um vinho que conserva parte do açúcar natural das uvas, seja por uma colheita tardia, interrupção da fermentação ou métodos como a passificação ou fortificação. O mais importante? Equilíbrio. Um bom vinho doce tem acidez suficiente para não ficar pesado — e pode surpreender até os mais exigentes. 

A seguir, te apresento cinco opções que valem cada gole. 

Late Harvest Sauvignon Blanc – Concha y Toro (Chile)

Um clássico chileno que já conquistou muitos brasileiros. Feito com uvas colhidas tardiamente, entrega aromas de pêssego, mel e flores brancas. Na boca, é sedoso e ao mesmo tempo vibrante, com uma acidez que equilibra perfeitamente a doçura. Combina com sobremesas com frutas, queijos mais cremosos ou como vinho de encerramento de um jantar especial. 

Aurora Moscatel (Brasil) 

Produzido na Serra Gaúcha, é um espumante doce, leve, fresco e com notas florais e frutadas — como uva fresca, melão e lichia. A doçura é clara, mas bem balanceada pelas borbulhas delicadas. Combina com sobremesas, festas ou aquele brinde de verão. 

Casillero del Diablo Devil’s Carnaval Fantastic Sweet – Concha y Toro (Chile) 

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Tinto doce com estilo moderno e muita fruta madura: amora, ameixa e um toque de baunilha. Corpo leve a médio, taninos suaves e final adocicado. Um vinho fácil de agradar e perfeito para quem busca uma experiência doce sem complicação. Combina com pratos agridoces, carnes com molho barbecue ou chocolate amargo.

Salton Demi-Sec Espumante (Brasil) 

Outra opção nacional e versátil. Tem perfil mais suave, com toques de frutas brancas e cítricas. É delicadamente doce, ideal para quem não quer algo muito seco, nem excessivamente açucarado. Combina com canapés, bolos, frutas ou para brindar sem errar. 

Gewürztraminer Reserva – Miguel Torres Chile 

Essa uva é conhecida pelos seus aromas exuberantes — lichia, rosas, pêssego branco. Apesar de não ser tecnicamente um vinho doce, seu perfil aromático e paladar suave agradam quem busca algo entre o seco e o adocicado. Combina com pratos picantes (como comida tailandesa ou indiana), queijos cremosos ou culinária asiática. 

Agora que você conhece essas opções, talvez esteja se perguntando: como acertar na escolha da próxima vez? 

A dica é simples: fique de olho em termos como Late Harvest, Demi-Sec, Moscatel, Sweet ou Doce no rótulo. E experimente estilos diferentes: brancos são mais refrescantes, rosés costumam ser leves e frutados, os tintos doces trazem mais corpo, e os espumantes doces são pura celebração. 

Ah, e se você ainda acha que vinho doce é “simples demais”, repense isso. Um vinho doce bem feito pode ser tão elegante e memorável quanto um grande tinto encorpado. Basta escolher com intenção — e abrir a mente (e a garrafa). 

Esses cinco rótulos são só o começo. Qual deles você vai provar primeiro?

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